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segunda-feira, 9 de julho de 2012

JUNTOS!



Quando sentimos que seremos sufocados por nossos problemas, que não haverá saída, Deus, nosso Amigo Fiel, vem e nos restaura; vem e nos abraça como nunca fomos abraçados. Porém o que mais me surpreende é o divino Consolo do qual nos alcança e, se destina a alcançar outros por meio das nossas tristes experiências. 


Moisés vivia longe do seu próprio povo, estava envergonhado, isolado e conformado em ser pastor das ovelhas de seu sogro, mas esse não era o propósito de Deus para este homem. Ele iria tornar o indigno Moisés em salvador. Mas assim sentia Moisés: um assassino, medroso, gago e cheio de mágoas. Foi como Deus o encontrou e escolheu para ser pastor das Suas ovelhas. Assim como Moisés passamos por muitas seleções naturais e inaturais na vida que nos limitam à adjetivos preconceituosos. A todo tempo nossos defeitos são expostos por, em sua maioria, pessoas que estão próximas da gente e mergulhamos nos nossos próprios lamentos, na exigência de ser alguém que não se é para somente ser o que esperam da gente. Querer ser quem não somos significa carregar a cruz que não deveríamos carregar; nem Moisés conseguiu, nem você suportará. Mas existe uma versão sua no coração de Jesus que é possível ser, essa versão é muito melhor que a de agora é, e, Ele quer te tornar essa pessoa hoje.


Assim diz o Senhor:”O pedido de socorro dos israelitas chegou até a mim, e Eu mesmo tenho visto o tratamento cruel que eles recebem dos egípcios. Está na hora de você voltar; estou enviando você ao faraó para tirar o meu povo do Egito, o povo de Israel. Moisés retrucou: Mas, por que eu? O que te faz pensar que posso enfrentar o faraó e tirar os filhos de Israel do Egito?! 
O Senhor respondeu: Eu VOU com você! (Êx. 3:11-12)


Não precisamos de soluções "filosóficas" para os nossos problemas, às vezes, só precisamos de alguém que diga: Passaremos JUNTOS! E foi isso que Deus disse a Moisés. A resposta de Deus para os seus problemas hoje é essa: Deus está com você. Deus está junto nas dificuldades, Ele está junto nas alegrias. Em todo o tempo Ele está! E quando Moisés absorve essa certeza, acredita, ele muda. É aí que o Espirito Santo nos enche, e nos faz sermos pastores de pessoas, sermos pessoas melhores. Pessoas capazes de realizar milagres na vida de outras, que abrem o mar, oram 40 dias e 40 noites e não se cansam, pessoas que vêem a face de Deus e são chamados por Ele de amigas. Pessoas das quais Deus tem orgulho de dizer, para todo mundo ouvir, que são as mais humildes. É esta a sua versão que está no coração do Pai! 


Hoje Deus está sussurrando seu nome, talvez em meio ao caos, Ele está dizendo:” Filho, Eu estou com você, não tenha medo! É assim que o mundo acreditará nas suas palavras, é dessa forma que suas dificuldades serão vencidas, pois EU, o próprio Deus estarei com você para todo o sempre!”.

sábado, 30 de junho de 2012

Nossas Dívidas




Nossas dores se tornam mais leves quando, por um momento, ajudamos a carregar a cruz de outras pessoas; quando deixamos de olhar para os nossos umbigos e passamos a olhar nos olhos dos outros. É aí que percebemos que tudo que precisávamos era amar. O amor é libertador, não há medo de reconhecer que se ama. E reconhecer que amamos nos tornam pessoas maduras. 

O Amor cura toda dor. Não importa o que fizeram com vocês, o que importa é o que vocês fazem com o que fizeram com vocês. Perdoem! Perdoar não significa esquecer as ofensas. Perdoar significa RECONHECER que também temos nossa parcela de culpa a cada ofensa sofrida. Distribuam oportunidades de ser amados. Não sejam cegos o bastante para não perceber a mudança dos outros. Ainda existem pessoas que te amam, que desejam ser perdoadas e fazer parte, de alguma forma, das suas vidas. Não sejam levianos com quem lhes oferecem amor. Amar vocês não é uma tarefa fácil e vocês sabem disso. Porque quando, verdadeiramente, sabemos quem somos, cheios de defeitos, reconhecemos que não mereceríamos tanto desse amor, mas, ainda assim, somos amados. E por sermos amados de tal forma, oferecemos nosso amor de volta. E não só devolvemos, mas reconhecemos o imenso valor de nossas dividas. 

Por ultimo, vivam! Vivam de modo que não se arrependam ao fim do dia. Sim, aproveitem cada instante, minuto após minuto. Não há tempo para alimentar magoas, a vida é como um sopro. Valorizem. Nossas preocupações desvalorizam as mais lindas obras do Criador e é desgastante enxergar somente os defeitos das coisas. Reconheçam. Vocês perceberão que a lua estará mais linda do que nunca, quando não houver paz em casa. Que a voz de Deus ecoará em meio ao silencio. Que não haverá solidão quando aceitarmos quem somos. Que o verdadeiro amor transbordará quando estivermos nos sentindo os mais miseráveis desse mundo. Portanto amem.  “Não devam coisa alguma, a não ser o Amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” (Romanos 13:8)

sábado, 7 de abril de 2012

De Cordeiro à Leão


“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.” (Isaías 53.3)


Após ter lavado suas mãos, Pilatos, mandou seus soldados o açoitarem e o crucificarem. Talvez esse não fosse seu desejo, mas tudo estava no controle de Jesus. Desde a traição de Judas até Sua ressurreição, tudo estava no extraordinário plano da Salvação.

Açoitado por chicotes consistidos de várias tiras de couro presas a um cabo de madeira, onde cada uma delas tinha uma peça de metal ou osso presa na ponta, e, preso a um poste de madeira pelos punhos, de modo que a carne das costas ficasse esticada, Jesus recebeu 49 chicotadas em seu corpo. Seu precioso sangue foi derramado pela primeira vez sobre o chão do pátio, sua voz doce foi substituída por seus gritos de dor e suas mãos que curavam estavam trêmulas.


Aquele Jesus que agonizava não possuía o tipo que os judeus esperavam. Ele não era bonito, nem grande, a Sua aparência não era desejável. Não era rico como Abraão, nem era um grande guerreiro como Davi. Estava ali com um manto escarlate emprestado por um soldado, uma coroa de espinhos e um cetro de madeira fina, usado logo depois para seu próprio martírio.


Após ser escarnecido, cuspido e espancado por seus agressores, Jesus foi levado até o Gólgota, onde se negou a beber vinho com fel, um poderoso analgésico amargo que aliviaria sua dor. Ele precisava estar desperto e plenamente consciente para ministrar ao ladrão à beira da morte.


Porém Simão, o cireneu, foi o escolhido para ajudar Jesus a carregar sua cruz. Provavelmente o Mestre estava tão fraco por causa do açoitamento que não conseguiria carregar aquela cruz. Este é um outro retrato tocante da sua humanidade, afligido por todas as fraquezas, exceto o pecado. (Hb.4:15)


“Desde a hora sexta até a hora nona houve trevas sobre TODA a terra. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz:”Eli, Eli, lamá sabactani” O que quer dizer Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes” (Mt.27:46). Esse brado é o cumprimento do Sl. 22.1, um dos mais tocantes paralelos entre esse salmo e os acontecimentos da crucificação. Nesse momento, Cristo estava experimentando o cálice da ira divina como aquele que levava sobre si todos os pecados do mundo.

“E Jesus clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.” Um ato voluntário. A morte não exercia domínio algum sobre Ele.


De fato, a visão angustiante do Jesus afligido e oprimido, moído e enfermo, era assustadora. Ele pagou um alto preço para que fossemos livres, não existe maior amor que esse, do amigo que dá sua própria vida em nosso favor. Ao terceiro dia, Jesus RESSUSCITOU. Da morte à Vida, da dor à Glória. E apareceu várias vezes aos seus discípulos. Inclusive, escolheu primeiro aparecer às mulheres. Mas deixou uma última promessa, a de que estaria conosco, não nos abandonaria, até a consumação dos séculos. E nesse Dia, seu corpo aparecerá glorificado e exaltado. Antes de morrer, um dos seus discípulos, João, o viu novamente: "E no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes parecidas com as do Sumo-sacerdote e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça, e cabelos eram brancos, reluzentes, como a neve; seus olhos como chama de fogo; os pés semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como de muitas águas, voz de autoridade. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes, que significa castigo. O seu rosto brilhava como o sol na sua força!"


Amados, Jesus é a prova que as feridas que nos marcam nessa vida, não se comparam com a glória que está por vir. Antes Cordeiro, agora Leão. Ele é Fiel! E está conosco todos os dias de nossas vidas. Amém!


“Eis que vem com as nuvens, e TODO o olho verá, até quantos os transpassaram. E todos as nações se lamentarão sobre Ele. Certamente. Aleluia! Dizendo: Eu sou o Alfa e o Omega, aquele que Era, que É, e o que Há de vir, o Todo PODEROSO! (Ap.1:7-8)


sábado, 29 de outubro de 2011

O Deserto

O deserto foi bem ligado com o início do ministério de Jesus. No livro de Marcos, a palavra 'deserto' é usada quatro vezes nos primeiros treze versículos (Versículos 3, 4, 12, 13 no original. Em diversas traduções portuguesas a palavra 'deserto' não aparece no v. 13, mas aparece nos textos gregos), mas não é usada mais nenhuma vez depois. Qual tipo de lugar era o deserto?

Lugar de infertilidade
João pregou no deserto, que segundo a profecia de Isaías 40:3-5, foi mal preparado para a chegada da glória do Senhor. O deserto foi o lugar lógico para o trabalho de João porque simbolizava os corações do povo, corações secos e mortos. Ele veio para tirar as barreiras espirituais do povo que poderiam impedir a vinda do Messias. Foi uma tarefa formidável: "Todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas serão niveladas" (Isaías 40:4). Para realizar esta transformação João veio para este povo árido pregando arrependimento (Mateus 3:2, 7-10). O arrependimento em que João insistiu não era nada despreocupado, mas envolveu uma reorientação radical da vida (note Lucas 3:10-14). Tornar este deserto num lugar frutífero exigiria mudanças em todo aspecto do dia-a-dia do povo. Pessoas hoje estão em situações parecidas e para qualquer pessoa estar preparada para Cristo na sua vida, tem que estar disposta a mudar sua vida em todo sentido.

Lugar de simplicidade
A vida de João combinava bem com o deserto em que habitava. Ele usava roupas feitas de pêlos de camelo com um cinto de couro e se alimentava com gafanhotos e mel silvestre. Evidentemente, João não tinha outro alimento nem outra roupa à sua disposição no deserto. É claro que João não valorizou nem bens, nem conforto, nem honra. Nós estaríamos dispostos a sermos chamados para o deserto? Diversos discípulos tiveram que passar por severas aflições; Paulo, por exemplo: "Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos....Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo" (1 Coríntios 4:11-13). O escritor de Hebreus cita outros exemplos: "Outros enfrentaram zombaria e açoites; outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas" (Hebreus 11:36-38). Nem todo servo de Deus sofre tudo isso na vida, mas para servir ao Senhor temos que estar dispostos a passar por severas tribulações, colocar as necessidades dos irmãos acima das próprias luxúrias (Lucas 3:11; 12:33; 14:33), colocar o reino acima de todas as coisas (Mateus 6:33; 8:20), e deixar de nos preocupar com questões de comida e roupa (Mateus 6:25-34; Lucas 10:7-8). A simplicidade de João no deserto serve como desafio para nós.

Lugar de libertação
Talvez a idéia do deserto esteja mais ligada com a idéia da libertação e da salvação do que com qualquer outra idéia. Lembramo-nos de como o Senhor soltou os israelitas das garras dos senhores egípcios e providenciou-lhes redenção no deserto: "O povo que escapou da morte achou favor no deserto" (Jeremias 31:2). Do mesmo jeito, nós, ao ficarmos libertados da escravidão do pecado, passamos para o deserto (Oséias 2:14; Apocalipse 12:6, 14). O deserto vem a simbolizar um lugar de salvação da servidão cruel. Que bênção! Infelizmente, a geração dos israelites reclamou do deserto. Repetidas vezes, os israelites se queixaram das dificuldades no caminho e queriam retornar à escravidão egípcia (veja Êxodo 14:11-12; 16:3; 17:3; Números 11:4-6; 14:1-4). Não fazia sentido que eles quisessem voltar para a angústia do Egito. Será que cristãos às vezes passam pelos mesmos sentimentos e almejam a vida que levavam antes de seguir Cristo, a vida do pecado? Quando olhamos para trás ou tentamos ficar com as coisas do passado arriscamos nossa alma: "Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve descer para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve voltar atrás por coisa alguma. Lembrem-se da mulher de Ló!" (Lucas 17:31-32).


Lugar de prova
Para Jesus, o deserto foi o lugar em que encontrou o Tentador e foi testado. Para os israelitas, o deserto foi o lugar de provação também. Os resultados eram totalmente opostos. Jesus derrotou Satanás em tudo. No caso dos israelitas, todos eles passaram pelo mar e participavam da alimentação providenciada por Deus no deserto; porém, "Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto" (1 Coríntios 10:5). É uma lição forte, porque 603.550 homens saíram do Egito, mas apenas dois deles entraram na terra prometida! No deserto onde 99,99% dos israelitas fracassaram, Jesus venceu. Qual era a diferença? Jesus confiou no Senhor e na Palavra. Ele citou a escritura: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4:4; veja Deuteronômio 8:3), e mostrou a importância da palavra citando-a cada vez que o diabo se aproximou. Os israelitas, por causa da incredulidade causada por duro coração, caíram "durante o tempo da provação no deserto" (Hebreus 3:8). Como os israelitas, cristãos hoje passaram pelo mar do batismo e participam da ceia do Senhor. Há um sério perigo de que a mesma coisa aconteça hoje: "Essas coisas ocorreram como exemplos para nós ... Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós" (1 Coríntios 10:6, 11). No deserto da provação, confiaremos na scritura e venceremos a tentação ou seremos autoconfiantes e cairemos?

Lugar de bênção
João, voz que clamava no deserto, anunciou Jesus como aquele que batiza com o Espírito Santo. Vários textos proféticos mostram uma visão do deserto transformado por Deus num lugar bem frutífero (Isaías 35:1, 6; 41:18-19; 43:19-21; 51:3). Especialmente interessantes são os trechos que ligam o novo vigor do deserto com a provisão do Espírito. "A fortaleza será abandonada, a cidade barulhenta ficará deserta ... até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto, e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta" (Isaías 32:14-15). "Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha bênção sobre seus descendentes" (Isaías 44:3). As maravilhosas bênçãos que estão disponíveis em Cristo vêm por causa do trabalho do Espírito Santo que tem sido derramado sobre o povo de Deus (Ezequiel 39:29).
Infelizmente, há muitos equívocos quando pessoas começam a tratar o assunto do Espírito Santo porque elas deixam de distinguir entre as várias responsabilidades do Espírito Santo e as épocas certas em que faz estas obras. Considere este paralelo: No primeiro século Jesus andou na terra em corpo humano, morreu na cruz e apareceu a várias pessoas após sua ressurreição. No século XXI, Jesus não faz nenhuma destas coisas. Mas Jesus ainda existe, opera nas vidas dos seus discípulos, e trabalha hoje. Pelo mesmo jeito, o Espírito Santo no primeiro século operou na vida de Jesus (Mateus 3:16; 12:18, 28), inspirou a autoria dos livros do Novo Testamento (1 Coríntios 2:13; 14:37), e deu dons especiais para várias pessoas (1 Coríntios 12-14). No século XXI, O Espírito Santo não faz nenhuma destas coisas. Mas o Espírito Santo ainda existe, opera nas vidas dos seus discípulos, e trabalha hoje.
Através de Ezequiel, o Senhor profetizou sobre nossa época dizendo: "Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis" (Ezequiel 36:26-27). Precisamos refletir para verificar que temos o Espírito do Senhor em nós. Nosso coração é macio e sensível à palavra de Deus, ou nossa receptividade à vontade do Senhor parece pedra--fria, dura e petrificada? Andamos nos decretos do Senhor; observamos fielmente as suas leis? Até que ponto o Espírito reside em nós? "...No qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito" (Efésios 2:21-22). Um cristão cresce para ser cada vez mais santuário do Senhor deixando a palavra do Espírito habitar cada vez mais ricamente no seu coração, dominar cada vez mais fortemente seu andar (Efésios 5:18; Colossenses 3:16), e produzir cada vez mais o fruto apropriado (Gálatas 5:22-23). Demonstramos a presença do Espírito em nós?
Temos muita coisa para aprender no deserto. Jesus conquistou o diabo ali e transformou a aridez em jardim. Aproveitamos esta bênção?


-por Gary Fisher

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sendo Exemplo Na Dor


" Paulo e Silas saíram da cadeia e foram para a casa de Lídia. Ali, encontraram-se com seus irmãos, animaram a todos e depois foram embora. " (Atos 16:40)






Paulo e Silas não tinham acabado de passar no vestibular, nem tampouco de ter ganhado o primeiro carro. Não tinham vencido as eleições, nem achado dinheiro na rua. A tão sonhada casa própria, ou a tão esperada esposa certa  não havia chegado. Então porque tanta alegria? E porque estavam encorajando outras pessoas?!


"...Aprendi a viver contente em qualquer situação."  (Fl 4:11)
Podemos pensar que esses homens não eram "humanos" e portanto não devem ser comparados a outros, assim tambem, como muitos pensam sobre Jesus. Ou podemos entender que tal comportamento era fruto de práticas continuas!
Ao repreender e expulsar um demônio de advinhação de certa moça, Paulo e Silas foi preso e julgado de forma errônea pelos romanos. Naquela ocasião, foram surrados com varas e espancados pelas pessoas,  jogados no fundo da prisão como ratos. E talvez, essa seria a hora de ter uma D.R com Deus. Imagino que as perguntas mais obvias seriam: Aonde está Você? Foi pra isso que resolvi fazer somente Suas vontades, e não as minhas?! Eu fiz  o bem, e expulsei um demônio daquela moça conforme Sua vontade! Porque Tu me abandonastes?! 


Ao invés de reclamar, Paulo nos deu a dica de como agir nessas situações:" Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam. De repente, o chão tremeu tanto, que abalou os alicerces da cadeia. Naquele instante todas as portas se abriram, e as correntes que prendiam os presos se arrebentaram." (16: 25-26)


Agora imagino que você esteja pensando: "Uau! Deus pode me ajudar! Estava tão obvio e não percebi!". Mas meu querido, a minha intenção não é somente que você perceba que a adoração em todo o tempo pode te livrar do sofrimento. Mas a atitude  de um adorador pode conduzir pecadores a se arrepender!


" Aí o carcereiro acordou. Quando viu que os portões da cadeia estavam abertos, pensou que os prisioneiros tinham fugido. Então puxou a espada e ia se matar, mas Paulo gritou bem alto: -Não faça isso! Todos nós estamos aqui! O carcereiro pediu que lhe trouxessem uma luz, entrou depressa na cela e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas. Depois levou os dois para fora e perguntou: -Senhores, o que devo fazer para ser salvo? Eles responderam: -Creia no Senhor Jesus e você será salvo, você e as pessoas da sua casa!" (16:27-31)


Talvez aquele carcereiro, era um dos que tinham espancado Paulo e Silas, mas isso não importava para eles. Sabiam que a adoração a Deus tinha imenso poder para livrá-los das situações dificéis, mas tambem sabiam que se aliassem a adoração com  suas atitudes poderiam livrar qualquer homem do seu destino cruel. E nesse caso, toda sua família. A igreja de Filipos nasce na casa do carcereiro!




Se for preciso Deus te levará ao lugar de aflição, só para que outras vidas sejam salvas por meio das suas palavras e atitudes!


"Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que crêem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza. (I Timóteo 4:12)


Se você realmente O ama, e se de fato, ama as pessoas como a si mesmo, eu o desafio a dizer: Eis-me aqui! Para onde quer que me levares, eu irei! E ali serei BENÇÃO.


Deus te abençoe com Seu infinito amor, capaz de levar homens bons a situações dificéis, destruir cadeias e arrebentar correntes!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Amigo de Deus



"Abrão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça", e ele foi chamado amigo de Deus. (Tg 2:23)


Se dissermos que amamos a Deus com todo o nosso ser, talvez um dia Ele nos pergunte se estamos realmente dispostos a sacrificar nossos sonhos, e eu espero que a resposta seja SIM!


É dificil abrir mão de todo nossos sonhos para viver o de Deus, mas saiba a recompensa é  grande.


Abraão é o exemplo de entrega TOTAL a Deus, homem como somos, não se desviou do pedido do Senhor. Embora seu coração estivesse aflito, seus olhos estavam no Deus capaz de fazer o impossivel, e não nas bençãos dEle. Abrãao amava ao Senhor e assim fora chamado de amigo de Deus!


Jesus disse: "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna."
Podemos garantir pela Palavra de Deus que Ele não fica devendo nada a ninguem, pelo contrário, seu pagamento sempre é muito mais do que merecemos. Tudo o que damos a Deus, volta de alguma forma para gente!


Abrãao deixou tudo ao ouvir a voz de Deus,  exercitou sua fé naquele momento, e a Fé é o caminho que leva a Deus. A noiva perfeita é aquela que espera com FÉ, assim como Abraão fez, o Seu Noivo perfeito!


Saiba que Deus pede a cada um, somente o que podemos dar. O que mais entrega, mas recebe dEle. 


Muitos dão tudo, vendem todos os seus bens, deixam pai e mãe para viverem pela voz de Deus, se desprenderam do laço consumista e não se importam mais com os conceitos falhos da sociedade. Preferem perder suas vidas para Deus à entrega-las as paixões desse mundo. Descobriram um lugar maravilhoso entre o caos, que é o centro da VONTADE de Deus!


" O maior entre vós é aquele que serve". (Lc 22:26)


Os que o amam de todo seu coração, são chamados de amigos e estão dispostos a dar suas vidas por Ele. E não há maior amor que esse!

sábado, 11 de junho de 2011

Aprendi a viver contente


"...Aprendi a viver contente em qualquer situação." (Fl. 4:11)

Este versículo nos mostra que o contentamento não é uma inclinação natural do homem.Cobiça, descontentamento e murmuração são tão naturais ao homem como espinhos e cardos ao solo .

Não precisamos plantar cardos ou espinhos, pois são inerentes ao solo. Semelhantemente, não precisamos ensinar os homens a reclamar; eles os fazem rapidamente, sem qualquer aula.As coisas preciosas da terra precisa ser cultivadas.

Se queremos colher trigo, temos de arar e semear a terra.Se desejamos ter flores, precisamos de um jardim e todos os cuidados de um jardineiro.O contentamento é uma das flores do céu.Se nós a queremos, ela tem de ser cultivada.Ela não se desenvolverá em nós, naturalmente.

É somente a nova natureza que pode produzi-la; e depois de produzida, temos de ser cuidadosos e especialmente vigilantes em cultivar e manter a graça que Deus semeou em nós.

O apostolo Paulo disse:”Aprendi a viver contente”. Estas palavras nos mostram que antes ele não sabia viver desta maneira.Custou-lhe algum esforço para alcançar o mistério dessa grande verdade.

Sem duvida, as vezes ele pensava que já havia aprendido, mas falhava.E quando, finalmente, a alcançou e pôde afirmar:”Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”, já era um homem velho, de cabelos grisalhos,às portas da morte -um miserável prisioneiro encarcerado por Nero, em Roma.

Se queremos chegar aonde Paulo chegou, também devemos suportar as enfermidades dele e compartilhar com ele da sua prisão.Não alimente a idéia de que você pode viver contente sem aprender, ou aprender sem disciplina.

Viver contente não é uma virtude que pode ser praticada naturalmente,e sim uma arte a ser obtida gradualmente.

Sabemos disto, por experiência.Silencie a murmuração, embora ela seja natural, e continue sendo um aluno diligente na Palavra.




(Texto do Rev. Charles H. Spurgeon)