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sábado, 29 de outubro de 2011

O Deserto

O deserto foi bem ligado com o início do ministério de Jesus. No livro de Marcos, a palavra 'deserto' é usada quatro vezes nos primeiros treze versículos (Versículos 3, 4, 12, 13 no original. Em diversas traduções portuguesas a palavra 'deserto' não aparece no v. 13, mas aparece nos textos gregos), mas não é usada mais nenhuma vez depois. Qual tipo de lugar era o deserto?

Lugar de infertilidade
João pregou no deserto, que segundo a profecia de Isaías 40:3-5, foi mal preparado para a chegada da glória do Senhor. O deserto foi o lugar lógico para o trabalho de João porque simbolizava os corações do povo, corações secos e mortos. Ele veio para tirar as barreiras espirituais do povo que poderiam impedir a vinda do Messias. Foi uma tarefa formidável: "Todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas serão niveladas" (Isaías 40:4). Para realizar esta transformação João veio para este povo árido pregando arrependimento (Mateus 3:2, 7-10). O arrependimento em que João insistiu não era nada despreocupado, mas envolveu uma reorientação radical da vida (note Lucas 3:10-14). Tornar este deserto num lugar frutífero exigiria mudanças em todo aspecto do dia-a-dia do povo. Pessoas hoje estão em situações parecidas e para qualquer pessoa estar preparada para Cristo na sua vida, tem que estar disposta a mudar sua vida em todo sentido.

Lugar de simplicidade
A vida de João combinava bem com o deserto em que habitava. Ele usava roupas feitas de pêlos de camelo com um cinto de couro e se alimentava com gafanhotos e mel silvestre. Evidentemente, João não tinha outro alimento nem outra roupa à sua disposição no deserto. É claro que João não valorizou nem bens, nem conforto, nem honra. Nós estaríamos dispostos a sermos chamados para o deserto? Diversos discípulos tiveram que passar por severas aflições; Paulo, por exemplo: "Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos....Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo" (1 Coríntios 4:11-13). O escritor de Hebreus cita outros exemplos: "Outros enfrentaram zombaria e açoites; outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas" (Hebreus 11:36-38). Nem todo servo de Deus sofre tudo isso na vida, mas para servir ao Senhor temos que estar dispostos a passar por severas tribulações, colocar as necessidades dos irmãos acima das próprias luxúrias (Lucas 3:11; 12:33; 14:33), colocar o reino acima de todas as coisas (Mateus 6:33; 8:20), e deixar de nos preocupar com questões de comida e roupa (Mateus 6:25-34; Lucas 10:7-8). A simplicidade de João no deserto serve como desafio para nós.

Lugar de libertação
Talvez a idéia do deserto esteja mais ligada com a idéia da libertação e da salvação do que com qualquer outra idéia. Lembramo-nos de como o Senhor soltou os israelitas das garras dos senhores egípcios e providenciou-lhes redenção no deserto: "O povo que escapou da morte achou favor no deserto" (Jeremias 31:2). Do mesmo jeito, nós, ao ficarmos libertados da escravidão do pecado, passamos para o deserto (Oséias 2:14; Apocalipse 12:6, 14). O deserto vem a simbolizar um lugar de salvação da servidão cruel. Que bênção! Infelizmente, a geração dos israelites reclamou do deserto. Repetidas vezes, os israelites se queixaram das dificuldades no caminho e queriam retornar à escravidão egípcia (veja Êxodo 14:11-12; 16:3; 17:3; Números 11:4-6; 14:1-4). Não fazia sentido que eles quisessem voltar para a angústia do Egito. Será que cristãos às vezes passam pelos mesmos sentimentos e almejam a vida que levavam antes de seguir Cristo, a vida do pecado? Quando olhamos para trás ou tentamos ficar com as coisas do passado arriscamos nossa alma: "Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve descer para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve voltar atrás por coisa alguma. Lembrem-se da mulher de Ló!" (Lucas 17:31-32).


Lugar de prova
Para Jesus, o deserto foi o lugar em que encontrou o Tentador e foi testado. Para os israelitas, o deserto foi o lugar de provação também. Os resultados eram totalmente opostos. Jesus derrotou Satanás em tudo. No caso dos israelitas, todos eles passaram pelo mar e participavam da alimentação providenciada por Deus no deserto; porém, "Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto" (1 Coríntios 10:5). É uma lição forte, porque 603.550 homens saíram do Egito, mas apenas dois deles entraram na terra prometida! No deserto onde 99,99% dos israelitas fracassaram, Jesus venceu. Qual era a diferença? Jesus confiou no Senhor e na Palavra. Ele citou a escritura: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4:4; veja Deuteronômio 8:3), e mostrou a importância da palavra citando-a cada vez que o diabo se aproximou. Os israelitas, por causa da incredulidade causada por duro coração, caíram "durante o tempo da provação no deserto" (Hebreus 3:8). Como os israelitas, cristãos hoje passaram pelo mar do batismo e participam da ceia do Senhor. Há um sério perigo de que a mesma coisa aconteça hoje: "Essas coisas ocorreram como exemplos para nós ... Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós" (1 Coríntios 10:6, 11). No deserto da provação, confiaremos na scritura e venceremos a tentação ou seremos autoconfiantes e cairemos?

Lugar de bênção
João, voz que clamava no deserto, anunciou Jesus como aquele que batiza com o Espírito Santo. Vários textos proféticos mostram uma visão do deserto transformado por Deus num lugar bem frutífero (Isaías 35:1, 6; 41:18-19; 43:19-21; 51:3). Especialmente interessantes são os trechos que ligam o novo vigor do deserto com a provisão do Espírito. "A fortaleza será abandonada, a cidade barulhenta ficará deserta ... até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto, e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta" (Isaías 32:14-15). "Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha bênção sobre seus descendentes" (Isaías 44:3). As maravilhosas bênçãos que estão disponíveis em Cristo vêm por causa do trabalho do Espírito Santo que tem sido derramado sobre o povo de Deus (Ezequiel 39:29).
Infelizmente, há muitos equívocos quando pessoas começam a tratar o assunto do Espírito Santo porque elas deixam de distinguir entre as várias responsabilidades do Espírito Santo e as épocas certas em que faz estas obras. Considere este paralelo: No primeiro século Jesus andou na terra em corpo humano, morreu na cruz e apareceu a várias pessoas após sua ressurreição. No século XXI, Jesus não faz nenhuma destas coisas. Mas Jesus ainda existe, opera nas vidas dos seus discípulos, e trabalha hoje. Pelo mesmo jeito, o Espírito Santo no primeiro século operou na vida de Jesus (Mateus 3:16; 12:18, 28), inspirou a autoria dos livros do Novo Testamento (1 Coríntios 2:13; 14:37), e deu dons especiais para várias pessoas (1 Coríntios 12-14). No século XXI, O Espírito Santo não faz nenhuma destas coisas. Mas o Espírito Santo ainda existe, opera nas vidas dos seus discípulos, e trabalha hoje.
Através de Ezequiel, o Senhor profetizou sobre nossa época dizendo: "Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis" (Ezequiel 36:26-27). Precisamos refletir para verificar que temos o Espírito do Senhor em nós. Nosso coração é macio e sensível à palavra de Deus, ou nossa receptividade à vontade do Senhor parece pedra--fria, dura e petrificada? Andamos nos decretos do Senhor; observamos fielmente as suas leis? Até que ponto o Espírito reside em nós? "...No qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito" (Efésios 2:21-22). Um cristão cresce para ser cada vez mais santuário do Senhor deixando a palavra do Espírito habitar cada vez mais ricamente no seu coração, dominar cada vez mais fortemente seu andar (Efésios 5:18; Colossenses 3:16), e produzir cada vez mais o fruto apropriado (Gálatas 5:22-23). Demonstramos a presença do Espírito em nós?
Temos muita coisa para aprender no deserto. Jesus conquistou o diabo ali e transformou a aridez em jardim. Aproveitamos esta bênção?


-por Gary Fisher

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sendo Exemplo Na Dor


" Paulo e Silas saíram da cadeia e foram para a casa de Lídia. Ali, encontraram-se com seus irmãos, animaram a todos e depois foram embora. " (Atos 16:40)






Paulo e Silas não tinham acabado de passar no vestibular, nem tampouco de ter ganhado o primeiro carro. Não tinham vencido as eleições, nem achado dinheiro na rua. A tão sonhada casa própria, ou a tão esperada esposa certa  não havia chegado. Então porque tanta alegria? E porque estavam encorajando outras pessoas?!


"...Aprendi a viver contente em qualquer situação."  (Fl 4:11)
Podemos pensar que esses homens não eram "humanos" e portanto não devem ser comparados a outros, assim tambem, como muitos pensam sobre Jesus. Ou podemos entender que tal comportamento era fruto de práticas continuas!
Ao repreender e expulsar um demônio de advinhação de certa moça, Paulo e Silas foi preso e julgado de forma errônea pelos romanos. Naquela ocasião, foram surrados com varas e espancados pelas pessoas,  jogados no fundo da prisão como ratos. E talvez, essa seria a hora de ter uma D.R com Deus. Imagino que as perguntas mais obvias seriam: Aonde está Você? Foi pra isso que resolvi fazer somente Suas vontades, e não as minhas?! Eu fiz  o bem, e expulsei um demônio daquela moça conforme Sua vontade! Porque Tu me abandonastes?! 


Ao invés de reclamar, Paulo nos deu a dica de como agir nessas situações:" Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam. De repente, o chão tremeu tanto, que abalou os alicerces da cadeia. Naquele instante todas as portas se abriram, e as correntes que prendiam os presos se arrebentaram." (16: 25-26)


Agora imagino que você esteja pensando: "Uau! Deus pode me ajudar! Estava tão obvio e não percebi!". Mas meu querido, a minha intenção não é somente que você perceba que a adoração em todo o tempo pode te livrar do sofrimento. Mas a atitude  de um adorador pode conduzir pecadores a se arrepender!


" Aí o carcereiro acordou. Quando viu que os portões da cadeia estavam abertos, pensou que os prisioneiros tinham fugido. Então puxou a espada e ia se matar, mas Paulo gritou bem alto: -Não faça isso! Todos nós estamos aqui! O carcereiro pediu que lhe trouxessem uma luz, entrou depressa na cela e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas. Depois levou os dois para fora e perguntou: -Senhores, o que devo fazer para ser salvo? Eles responderam: -Creia no Senhor Jesus e você será salvo, você e as pessoas da sua casa!" (16:27-31)


Talvez aquele carcereiro, era um dos que tinham espancado Paulo e Silas, mas isso não importava para eles. Sabiam que a adoração a Deus tinha imenso poder para livrá-los das situações dificéis, mas tambem sabiam que se aliassem a adoração com  suas atitudes poderiam livrar qualquer homem do seu destino cruel. E nesse caso, toda sua família. A igreja de Filipos nasce na casa do carcereiro!




Se for preciso Deus te levará ao lugar de aflição, só para que outras vidas sejam salvas por meio das suas palavras e atitudes!


"Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que crêem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza. (I Timóteo 4:12)


Se você realmente O ama, e se de fato, ama as pessoas como a si mesmo, eu o desafio a dizer: Eis-me aqui! Para onde quer que me levares, eu irei! E ali serei BENÇÃO.


Deus te abençoe com Seu infinito amor, capaz de levar homens bons a situações dificéis, destruir cadeias e arrebentar correntes!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Amigo de Deus



"Abrão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça", e ele foi chamado amigo de Deus. (Tg 2:23)


Se dissermos que amamos a Deus com todo o nosso ser, talvez um dia Ele nos pergunte se estamos realmente dispostos a sacrificar nossos sonhos, e eu espero que a resposta seja SIM!


É dificil abrir mão de todo nossos sonhos para viver o de Deus, mas saiba a recompensa é  grande.


Abraão é o exemplo de entrega TOTAL a Deus, homem como somos, não se desviou do pedido do Senhor. Embora seu coração estivesse aflito, seus olhos estavam no Deus capaz de fazer o impossivel, e não nas bençãos dEle. Abrãao amava ao Senhor e assim fora chamado de amigo de Deus!


Jesus disse: "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna."
Podemos garantir pela Palavra de Deus que Ele não fica devendo nada a ninguem, pelo contrário, seu pagamento sempre é muito mais do que merecemos. Tudo o que damos a Deus, volta de alguma forma para gente!


Abrãao deixou tudo ao ouvir a voz de Deus,  exercitou sua fé naquele momento, e a Fé é o caminho que leva a Deus. A noiva perfeita é aquela que espera com FÉ, assim como Abraão fez, o Seu Noivo perfeito!


Saiba que Deus pede a cada um, somente o que podemos dar. O que mais entrega, mas recebe dEle. 


Muitos dão tudo, vendem todos os seus bens, deixam pai e mãe para viverem pela voz de Deus, se desprenderam do laço consumista e não se importam mais com os conceitos falhos da sociedade. Preferem perder suas vidas para Deus à entrega-las as paixões desse mundo. Descobriram um lugar maravilhoso entre o caos, que é o centro da VONTADE de Deus!


" O maior entre vós é aquele que serve". (Lc 22:26)


Os que o amam de todo seu coração, são chamados de amigos e estão dispostos a dar suas vidas por Ele. E não há maior amor que esse!

sábado, 11 de junho de 2011

Aprendi a viver contente


"...Aprendi a viver contente em qualquer situação." (Fl. 4:11)

Este versículo nos mostra que o contentamento não é uma inclinação natural do homem.Cobiça, descontentamento e murmuração são tão naturais ao homem como espinhos e cardos ao solo .

Não precisamos plantar cardos ou espinhos, pois são inerentes ao solo. Semelhantemente, não precisamos ensinar os homens a reclamar; eles os fazem rapidamente, sem qualquer aula.As coisas preciosas da terra precisa ser cultivadas.

Se queremos colher trigo, temos de arar e semear a terra.Se desejamos ter flores, precisamos de um jardim e todos os cuidados de um jardineiro.O contentamento é uma das flores do céu.Se nós a queremos, ela tem de ser cultivada.Ela não se desenvolverá em nós, naturalmente.

É somente a nova natureza que pode produzi-la; e depois de produzida, temos de ser cuidadosos e especialmente vigilantes em cultivar e manter a graça que Deus semeou em nós.

O apostolo Paulo disse:”Aprendi a viver contente”. Estas palavras nos mostram que antes ele não sabia viver desta maneira.Custou-lhe algum esforço para alcançar o mistério dessa grande verdade.

Sem duvida, as vezes ele pensava que já havia aprendido, mas falhava.E quando, finalmente, a alcançou e pôde afirmar:”Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”, já era um homem velho, de cabelos grisalhos,às portas da morte -um miserável prisioneiro encarcerado por Nero, em Roma.

Se queremos chegar aonde Paulo chegou, também devemos suportar as enfermidades dele e compartilhar com ele da sua prisão.Não alimente a idéia de que você pode viver contente sem aprender, ou aprender sem disciplina.

Viver contente não é uma virtude que pode ser praticada naturalmente,e sim uma arte a ser obtida gradualmente.

Sabemos disto, por experiência.Silencie a murmuração, embora ela seja natural, e continue sendo um aluno diligente na Palavra.




(Texto do Rev. Charles H. Spurgeon)


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando tudo falhar



Crer quando todos os recursos fracassam agrada muitíssimo a Deus e é altamente aceito por ele. Jesus disse a Tomé “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.”  João 20:29
Bem aventurados os que crêem quando não existe evidência de uma resposta a sua oração. Bem aventurados aqueles que confiam mais além da esperança quando todos os meios fracassaram.
Alguém chegou a um lugar de desespero, ao final da esperança e ao término de todo recurso. Um ser querido enfrenta a morte, e os médicos não dão esperança. A morte parece inevitável. A esperança se foi. Orou pelo milagre, porem, esse não aconteceu.
É nesse momento quando as legiões de Satanás se dirigem a atacar sua mente com medo, ira e perguntas opressivas como “Onde está teu Deus? Você orou até não lhe restaram lágrimas, jejuou, permaneceu nas promessas e confiou” Pensamentos blasfemos penetraram em sua mente: “A oração falhou, a fé falhou. Não vou abandonar a Deus, porem não confiarei Nele nunca mais. Não vale a pena!” Até mesmo perguntas sobre a existência de Deus acometem sua mente!
Tudo isso foi dispositivos que Satanás empregou durante séculos. Alguns dos homens e mulheres mais piedosos de todas as eras viveram tais ataques demoníacos.
Para aqueles que passam pelo vale da sombra da morte, ouçam essas palavras: O pranto durará algumas tenebrosas e terríveis noites, mas em meio a essa escuridão logo se ouvirá o sussurro do Pai: “Eu estou contigo. Nesse momento não posso lhe dizer por que, mas um dia tudo terá sentido. Verás que tudo era parte de meu plano. Não foi um acidente. Não foi um fracasso da tua parte. Agarre-se com força. Deixe Eu te abraçar nessa hora de dor”

Amado, Deus nunca deixou de atuar em bondade e amor. Quando todos os recursos falham, Seu amor prevalece: Aferre-se a sua fé. Permaneça firme em Sua Palavra. Não há outra esperança nesse mundo.

*Ultimo texto de David Wilkerson,um famoso evangelista americano, fundador e líder da Igreja da Times Square,em Nova York.(IN MEMORIAN)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu, juiz



Quando nos pomos no lugar de juízes, ao invés de iguais aos outros, julgamos a nós mesmos como melhores e maiores do que o julgado. Entretanto, Jesus disse: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; (MT.5:43) E quando amo ao próximo como  a mim mesmo, automaticamente o faço igual a mim,ou seja, tão falho e tão dependente do Deus Misericordioso como eu sou.


Eu que minto de vez em quando sou tão pecador quanto um assassino, pois não há diferenças para o pecado na visão de Deus, o salário de qualquer pecado é a morte, e morte eterna, da qual se difere da primeira morte , a qual todos passarão por ela, mas a morte eterna produzirá dor e sofrimento para sempre.


Mas para essa terrível força, que brama contra todo homem, há o amor de Deus!


Foi com esse amor que” Ele nos amou de tal maneira que entregou seu único Filho para morrer, afim de tomar as chaves do inferno e toda a sua autoridade sobre os filhos de Deus,para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida eterna. E de fato, quem nEle crê está salvo, mas quem não crê já está condenado.”(Jo.3:16-18)


A posição de juiz não é minha, não sou que eu sento nessa cadeira,mas sim, o Senhor. Eu sou tão réu como o acusado, a diferença está nisso: meu Advogado é perfeito, é o melhor que existe, ele pagou uma alta fiança por mim. O diabo só pode fazer isso: matar, roubar e destruir. Só Jesus tem o poder para salvar, de nos dar a sentença de liberdade! Ele quitou todas as minhas dividas e me lambuzou com Seu precioso sangue e assim, Deus, o grande Juiz,entendeu que eu sou nova criatura, e quem vive não sou mais eu, mas Jesus Cristo, e isso me dá a esperança que tomarei parte na Sua glória. Portanto antes eu era chamado de homem mau, mas hoje, por causa do Filho, posso ser chamado de filho de Deus!


É necessário  ter paciência e sabedoria com aqueles que erram, e jamais nos esquecermos de orar por estes.
Assim como o Pai nos ama,devemos buscar amar ao Pai, e assim como recebemos Dele o amor,devemos dá-lo ao nosso irmão.” Portanto não julgueis para que você também não sejais julgado,porque com o mesmo juízo que julgamos,seremos julgados,e com a mesma medida que temos,assim nos medirão.E porque reparas no argueiro que está no olho do seu irmão e não vê a trave que está no seu próprio olho ? (Mt.7:1-5)
Então, seja prudente e abrace o arrependido, doe palavras de sabedoria ao que errou e tenha paciência com que ainda erra. Seja benção !
Deixe de lados seus próprios julgamentos e ame ao seu próximo com todo seu entendimento, seja benção e serás abençoado, não limite o agir de Deus com preconceitos anti-biblicos, deixa Deus te usar e assim construa o reino de Deus com amigos.
E a melhor forma de falar sobre o reino de Deus é dar bom exemplo. Deus nos deu a bíblia, ela está recheada de bons exemplos, dos quais conduz-nos ao arrependimento, a sabedoria e a salvação. “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.”
(Mt.24-27)

Que Deus os abençoe com Seu grande amor, o qual une, como num elo perfeito, um ao outro, nós e Ele. Amém!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Você tem noção do quanto Deus te ama?

"E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. "(Ef. 3:19)

O amor de Deus excede todo o entendimento, é obvio que não temos o entendimento perfeito da grandeza desse amor, é um amor impossível de conhecer plenamente, mas devemos buscar a compreensão para que Deus encha completamente o nosso ser com a SUa natureza.(Ef. 3:19 NTLH)
Não só é importante saber que Deus nos ama, mas devemos entender o quanto Ele nos ama.
Em 1 joão 4 diz assim: "Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós."
Precisamos da revelação do Espírito para conhecer completamente o amor de Deus.

João nos dá o Maior exemplo desse Amor:
"Deus nos AMOU tanto, que deu seu único filho, para que todo aquele que nEle crê, não morra, mas tenha vida eterna"(João 3:16)

Em Colossenses 1, Paulo nos diz quem é Cristo para Deus. Observem essa descrição:
"Ele é o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível;
Ele é superior a todas as coisas criadas. Pois, por meio dEle, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê, inclusive todos os poderes espirituais, as forças, os governos, e autoridades.Por meio dEle e para Ele, Deus criou todo o Universo.Antes de tudo, Ele ja existia, e por estarem unidas com Ele, todas as coisas são conservadas em ordem e harmonia.
Ele é a cabeça do corpo, que é a Igreja, e Ele quem dá a vida ao corpo.( Cristo é Vida! )"

Em Mateus, pelo menos 3 vezes Deus diz:
"Esse é o meu filho amado, a quem eu me comprazo..." , Deus amou tanto sEu Filho que criou todo o Universo para Ele, e quando Jesus veio a esta terra, o Pai não cessou de dizer que o amava. Como é grande um amor do Pai para SEu Filho!
Amados, entendam que Deus nos ama tanto que entregou sEu filho para que vivêssemos para sempre ao sEu lado, no mínimo tal entrega nos mostra que assim como Deus ama Jesus, assim Ele nos ama.
"Ninguém tem maior amor que este, de dar a Sua vida pelos seus amigos"(João 15:13)

Tal amor nos constrange, e nada pode nos separar desse amor !
"Eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro;nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo."(Rm. 8:38-39)

Se nada pode nos separar do amor de Deus, o diabo então tenta nos cegar diante de tão grande amor, na verdade, fazer que não compreendamos esse amor, é uma das ciladas do diabo.Ele tambem entra nas rejeições dessa vida, tentando nos fazer acreditar que nao temos valor tanto para as pessoas, quanto para Deus. E isso é mentira! Foi pago um alto preço pela sua vida, um preço imensurável de se contar.Você tem um grande valor para Deus.
"Com laços de amor e de carinho, Eu os trouxe para perto de mim;Eu os segurei nos braços como quem pega uma criança no colo.Eu me inclinei e lhes dei de comer.Como poderia Eu abandoná-lo?Como poderia desampara-lo?"(Os. 11:1-8)
A duvida também é perigosa, muitos são bombardeados pelas idéias malignas que trazem a confusão de tal compreensão. Quando estamos passando por uma aflição, o diabo tenta nos dizer que "Ele esqueceu da gente", mas a palavra DEle diz:"Pode uma mãe se esquecer do seu filho? Mas ainda que esta esqueça, contudo Eu nao me esquecerei dele."(Is. 49:15)

O Amor de Deus não muda, o problema é que nós mudamos, achamos que se Deus nos amasse mesmo, não estaríamos passando pela tribulação, e isso não é verdade!
"Se Deus nao poupou seu proprio filho,Jesus, por amor de nós, como nao nos dará qualquer outra coisa?!"


Toda a correção é uma manifestação de amor! 
"Deus corrige a quem ama, e açoita os que chama por filho"(Hb 12:6),
Deus corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da Sua santidade. Quando somos corrigidos ,no momento nos parecem motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, receberemos como recompensa uma vida correta e de paz.
Muitos acham que Deus não nos ama por acontecer essas coisas, fazem como crianças que não entendem o porquê que não podem fazer tais coisas, quando compreendemos que Deus está conosco, e não contra nós, que quer nos proteger e nos ama apesar dos nossos erros, somos cheios de toda a plenitude Dele.
Mas muitos temem tanto a correção que esquecem de amá-lo,a nossa obediencia as vezes é fruto de temor, e não como uma resposta de amor.Amar a Deus é mandamento e deve ser seguido, mas o perfeito amor lança fora todo o medo.(1João 4:18) Quando entendemos o amor de Deus ,é invevitável não dar uma resposta de obediência.Quem ama, obedece.
Jesus disse que se obedecermos a todos os seus mandamentos,permaneceremos no Seu amor.(João 15:10)

Nunca teremos o tudo de Deus em Sua plenitude, se não compreendermos e crermos nas dimensões do SEu amor!É preciso ter raízes e estar alicerçados no amor de Cristo para que assim o compreendamos em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade (Ef.3:17)
E quem compreende as dimensões desse amor, raramente é vencido pelas astúcias do inimigo, não é escravo das rejeições,nem tampouco das duvidas, conhece e afirma seu valor.Ama seu Deus e, e se alegra na Sua vontade, porque crê que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam!

"Porquanto com Amor eterno te amei, e com benignidade te atraí"(Jr. 31:3)

Que Deus os abençoe!
Que o Espírito Santo traga o conhecimento do grande amor de Deus, que é como um Pai para seus filhos, que vocês vivam em amor e na certeza que nada poderá nos separar de Deus.Temos um grande valor para o Pai !Amém.

quinta-feira, 31 de março de 2011

As aflições da vida II

Anteriormente, vimos que o cristão não está blindado as aflições dessa vida, e que essas produzem bom testemunho, arrependimento, salvação e glória.
Agora veremos como vence-las com o mestre apóstolo Paulo,
ele disse:"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2 Co 4:17 ACF)

Estas palavras nos oferecem uma razão por que não deveríamos desfalecer sob as aflições nem ser subjugados por infortúnios. Elas nos ensinam a olhar para as aflições do tempo sob a luz da eternidade. Elas afirmam que as presentes desgraças do cristão exercem um efeito benéfico no homem interior. Se estas verdades fossem agarradas firmemente pela fé elas diminuiriam muito da amargura de nossas tristezas. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" Este verso estabelece uma gloriosa antítese, contrastando nosso estado futuro com nosso presente. Aqui há "aflição", lá há "glória." Aqui há uma “leve aflição", lá uma "glória mui excelente." Em nossa aflição há leviandade e brevidade; é uma aflição leve, mas é por um momento; em nossa glória futura haverá solidez e eternidade! Descobrir a preciosidade deste contraste permite-nos considerar separadamente, cada parte, mas na ordem inversa da menção. 


1. "um peso eterno de glória." É significante saber que a palavra hebréia para "gloria"-kabod - também é "peso". Quando o peso do ouro é acrescentado de pedras preciosas isto aumenta o seu valor. A felicidade do céu não pode ser contada nas palavras terreais; expressões figurativas são melhor calculadas para transmitir algumas visões imperfeitas a nós. Aqui em nosso texto um termo é empilhado sobre outro. O que espera o crente é "glória" e quando dizemos que uma coisa é gloriosa nós alcançamos os limites do idioma humano para expressar o que é excelente e perfeito. Mas a "glória" que nos espera está pesado, sim é “mais excelente” que qualquer coisa terrestre e temporal; seu valor desafia os cálculos; sua excelência transcende além da descrição verbal. Além disso, esta glória maravilhosa que nos espera não é fugaz e temporal, mas divina e eterna; não pôde ser "eterna" a menos que seja divina. O grande e santo Deus vai nos dar o que é digno dEle, sim, tal qual como ele é, infinito e eterno.


2. "nossa leve e momentânea tribulação." (1) "tribulação" é a sina comum da existência humana; "Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar." (Jó 5:7). Isto faz parte do vínculo do pecado. E não se encontra uma criatura caída que deva estar perfeitamente feliz em seus pecados. Nem as crianças estão isentas; "pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus." (Atos 14:22). Por uma estrada difícil e acidentada Deus nos leva a glória e a imortalidade. (2) nossa tribulação é "leve." Tribulações muitas vezes não são leves, são pesadas e dolorosas; mas elas são comparativamente leves! Elas são leves quando comparadas com o que nós realmente mereceríamos. Elas são leves quando comparadas com os sofrimentos do Senhor Jesus. Mas talvez a real leveza delas seja melhor vista comparando-as com o peso de glória que está nos esperando. Como disse o mesmo apóstolo em outro lugar, “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rom. 8:18). (3) "Que é por um momento. Se nossas tribulações deveriam continuar ao longo de uma vida inteira e essa vida fosse igual em duração como o foi para Matusalém, contudo, isto é momentâneo se comparado com a eternidade que está diante de nós. No máximo nossa aflição é para esta vida presente, que é como um vapor que aparece por um pouco de tempo e então desaparece. Oh, que Deus nos permita examinar nossas aflições na verdadeira perspectiva delas.


3. Note a conexão agora entre os dois. Nossa leve tribulação que é para um momento, produz "para nós um peso eterno de glória mui excelente;" O presente está influenciando o futuro. Não é para nós argumentarmos e filosofarmos sobre isto, mas submeter-se a Deus e a Sua Palavra e crer nisto. Experiências, sentimentos, observação da vida dos outros podem parecer negar este fato. Aflições muitas vezes só parecem nos amargurar e nos fazer mais rebeldes e descontentes. Mas deixe-me lembra-lo que aflições não são enviadas por Deus com a finalidade de purificar a carne: elas são intencionadas para o benefício do "novo homem." Além disso, aflições nos ajudam a nos preparar daqui por diante para a glória. Aflição afasta nosso coração do amor pelo mundo; nos faz almejar mais por aquele tempo em que seremos tirados deste mundo de pecado e tristeza; nos permitirá apreciar as coisas que Deus tem preparado para os que O amam. Então aqui é o que a fé é convidada a fazer: colocar em uma balança a aflição presente, no outro, a glória eterna. Eles merecem ser comparados? Não, realmente. Uma respiração no céu extinguirá todos os ventos adversos da terra. Um dia na Casa do Pai vale mais que o contrapeso dos anos que nós passamos neste triste deserto terreno.

Paulo tinha um segredo, em muitos momentos no seu caminho ele deslocou a sua visão das adversidades do momento e a fixava no futuro. Ele nao olhava para a adversidade ou tribulação, mas contemplava os momentos futuros, aqueles que nos quais, sabia, alcançaria a vitoria em nome do Senhor!

Que Deus nos conceda fé que nos habilite a esperançosamente nos agarrarmos a esse futuro e viver alegremente no presente com esta promessa!

As aflições da vida



"No mundo tereis aflições, mas tenha bom animo, Eu venci o mundo! "(João 16:33)


Não é surpresa para ninguem saber que, na vida de um homem de Deus tambem exista aflições, tristezas e até perigos. O Apostolo Paulo não fugiu dessa constatação; ele disse: "  Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos..." (2Co 4.8-10). Paulo conhecia bem o que é passar por tribulação, foi açoitado,espancado, apedrejado e dado como morto,foi preso varias vezes, mas em uma dessas prisões escreveu uma carta aos Filipenses cujo o tema era Alegria(Fp.4:4), mais tarde disse: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente,muito maior do que o sofrimento..."(2 Cor. 4:17-18). Esse homem de Deus nunca se deixou angustiar!

Durante essa vida de dedicação a Deus, percebemos que consequentemente, tudo o que  Ele nos entrega, tem frutificado e voltado para Deus e para o nosso próximo. Até em meio as aflições e decepções, um verdadeiro homem de Deus é benção. Dá bom testemunho em todo os momentos e serve de exemplo para as pessoas que passam pela mesma situação.

Ao saber que a rainha Jezabel queria a sua morte, o profeta Elias, caiu em profunda depressão. Depois de ter feito cair fogo do céu e ordenado a execução de centenas de profetas de Baal-, ele recebeu um recado ameaçador de Jezabel. Elias fugiu temeroso, mas a Palavra de Deus o encontrou, dizendo que ele viveria ainda muitos anos.(1 Rs 19:7) Este exemplo de vida, inspirou seu sucessor Eliseu e aos demais profetas. Os fortaleceu  na fé!

Tambem Jó, um homem muito rico que de uma hora pra outra perdeu tudo e todos, ainda por cima foi acometido por uma doença maligna que cobriu seu corpo de chagas da cabeça aos pés. Entretanto, mesmo com tanto sofrimento ele nao abriu mão de sua fé e disse: "Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por mim se levantará sobre a terra."(Jó 19:25) Tal testemunho de vida tem saqueado pessoas do inferno, restaurado relacionamentos, avivado ministérios e, até hoje, ressuscitado sonhos!

As aflições produzem uma glória eterna, um segundo de glória vale mais do que o contrapeso de uma vida inteira de sofrimentos. O que é anos de labuta, de doença, de lutar contra a pobreza, de perseguição, sim, da morte como um mártir, quando pesado contra as glórias que estão à mão direita de Deus que é eterno?!

O que você está passando hoje, influenciará no seu futuro.

A aflição também produz provação e aprovação, produz um coração compreensivo e testemunhos de fé e esperança para aqueles que precisam de Deus. Por isso tenham bom animo diante das adversidades, o Senhor cuida de vocês! O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Que Deus nos conceda Paz e  Alegria para que vivamos abundantemente nas promessas que Ele tem guardado para nós!

terça-feira, 22 de março de 2011

A dança perigosa

" Durante o banquete a filha de Herodias entrou no salão e dançou. O rei Herodes e os seus convidados gostaram muito da dança. Então o rei disse a moça:
-Peça o que quiser, e eu lhe darei."   (Marcos 6:22)

Herodes vinha de uma linhagem tirana, de uma familia mal afamada.
Jesus advertiu sobre sua pervesidade em Marcos 8:15.
Mas Herodes tinha medo do profeta de Deus, Joao Batista, sabia que ele era um homem bom e dedicado ao Senhor. Mesmo sendo exortado após ter pecado se casando com a mulher de seu irmão Felipe, Herodes tinha prazer em escutar João.
Mas um dia de festa, aniversario de Herodes, sua filha entra no salão aonde estava sendo realizado o grande banquete na companhia de pessoas importantes e dança lindamente na frente deles.
Entao o rei promete a moça: - Peça o que quiser, e eu lhe darei.
Ela volta depressa com o pedido da sua mãe, Herodias,e pede: - Quero a cabeça de Joao Batista num prato, agora mesmo!
Apesar de sua tristeza, Herodes cumpre a promessa e mandar matar o profeta Joao.

João Batista(ou Batisador) era filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus.
Foi descrito por Jesus como o maior de todos os homens, entregou todos os seus bens para anunciar a vinda do Messias e por causa disso viveu no deserto por muito tempo. Jesus tambem disse que João era o profeta Elias. (Mt. 11:18)

Herodes  deixou ser convencido pela bela dança e assim arruinou mas ainda seu reinado.
Mais tarde Jesus se referiu a ele como uma "raposa" (Lc. 13:32)

O diabo tambem tenta usar de doçura, e beleza para fazer  cair as pessoas numa cilada!
Ele se reveste de gentilezas e facilidades para que sejamos confundidos e entreguemos o que há de mais precioso, assim como era a promessa de um rei.
Percebam que ele tambem tentou confundir Jesus no deserto, tentando-O a fazer que Jesus comesse pães, mas Jesus sabia que a hora de terminar Seu jejum ainda nao tinha acabado. Depois ele coloca Jesus num lugar alto e até cita a passagem biblica para confundi-lO a se lançar ao chão. (Mt. 4:2)
Mas Jesus em toda a tentação, usa o conhecimento da palavra contra ele, e o vence !

Será que voce tem esquecido dessa importante arma contra o inimigo, a palavra de Deus?

Infelizmente muitos são levados por falsas doutrinas, por ações fora do contexto da vontade de Deus, porque nao conhecem a Sua palavra.
A palavra nao tem sido valorizada e assim o povo tem sido facilmente enganado pelo Diabo, que usa conceitos "confortáveis" e aparentemente bonitos para confundir as pessoas.
E por causa disso muitos profetas tem morrido, pessoas com chamados importantes na casa de Deus tem sido alvo dessas ciladas do inimigo por terem se entregado as coisas "agradaveis" desse mundo.

Deus nao quer que voce caia nessas armadilhas, Ele diz: "Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a voces, para ficarem firmes contra as armadilhas do diabo." (Ef.6:11)
E essa armadura é a verdade como cinturão, a couraça da justiça, os sapatos da prontidão, para anunciarem a boa noticia de paz, a como escudo para se protegerem dos dardos de fogo do maligno, a salvação como capacete e a palavra de Deus como espada que o Espírito Santo lhes dá.
E façam tudo isso orando a Deus, e pedindo ajuda. (Ef. 6:14-18)

Queridos se lutarmos sem  verdade na causa, sem justiça, sem estarmos prontos para anunciarmos as dadivas de Deus, sem fé para acreditarmos que Deus realiza o impossível , apesar das situações, sem o pensamento na salvação e sem a palavra de Deus em nossas bocas, seremos presas facéis as tentações do inimigo.
Peçam ajuda a Deus, nao esqueçam do poder da oração, peçam a armadura do cristão para nao cair nessas armadilhas e voces vencerão o Diabo, assim como Jesus venceu!

Deus te abençoe.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Cuidado


Hoje na minha comunhão com Deus, veio a mim esta palavra especial :O CUIDADO.
Não um cuidado que expõe o perigo,mas um cuidado que significa proteção.Zelo !
E me fez questionar sobre aquele que tem cuidado com algo e sobre aquele que nao tem.

Certa vez, ouvi uma pessoa dizer que nao amava o dinheiro, que gastava com tudo o que queria e com todos que amava, dava sem pena, nao tinha apego !
Só que constantemente ela ficava endividada, precisava pegar emprestado ao banco e a outros, sempre havia uma conta no fim do mês que nao era paga.

Uma verdade precisa ser dita amados: Nem sempre amaremos aquilo que devemos cuidar!

O fato dela nao amar o dinheiro fazia que ela nao cuidasse do que vinha a sua mão, ela nao sabia aplicar suas economias, poupar seu dinheiro para que este pudesse satisfaze-la no mes todo.

A fonte da maioria dos problemas é esta:A falta de cuidado!
Tudo aquilo que a gente nao cuida,que esquecemos no caminho, volta para nós como uma verdadeira pedra de tropeço.


A vontade de Deus é que cuidemos de tudo aquilo que vem as nossas mãos, assim como José fez.Ele era benção na casa do seu senhor e cuidava perfeitamente de tudo que era dele(Gen. 39:2-5)

O homem que nao cuida daquilo que tem jamais comerá do seu fruto (Prov.27:18),
negará sua fé, e será pior do que o infiel (1Tim.5:8).

Não devemos esquecer de cuidar daquilo que Deus nos entregou, nem tampouco devemos tentar cuidar do que entregamos  a Ele!

Tudo o que voce tiver de fazer faça o melhor que puder (Eclesiastes 9.10)
Sendo eu benção no que fizer, adorarei a Deus com o meu testemunho.


Que o Deus cuidadoso te encha de sabedoria e forças para que faças o melhor,
sê tu uma benção!

domingo, 6 de março de 2011

Cuidado com a magia negra da Ingratidão!


Se sou tão ignorante como sei que sou, então, minha gratidão consciente diante de Deus sempre representa uma fração mínima do que seja o cuidado de Deus para comigo.
Na realidade todas as vezes que agradeço livramentos de Deus para comigo, na mesma gratidão consciente incluo todos os milhares de livramentos reais que nunca percebi.
Para cada livramento que vejo há milhares de livramentos que não vejo e que provavelmente apenas conhecerei na eternidade.
Muitas vezes me sinto como um retardado que agradece ao Pai por cuidados pequenos e interessantes a mim, enquanto tudo o mais é cuidado do Pai, embora eu somente veja os presentinhos ou os livramentos das barras pesadas.
Entretanto, o homem deve ser grato pelo menos pelo que veja...
Assim como somos responsáveis pelo irmão carente que vemos e podemos ajudar... [conforme I João], também somos responsáveis pela alegria em razão dos livramentos que se veja e se reconheça [...], embora a maturidade nos leve depois de um tempo a sermos também gratos pelo que não vemos; visto que aí estão os livramentos em quantidade muito maior.
Por isto todo dia agradeço ao Pai pelo que vejo e também pelo que não enxergo, pois sei que a multidão dos livramentos que recebo são maiores que minha própria ignorância, que é imensa.
Maiores são os livramentos divinos que não vejo do que os que eu percebo.
Quando alguém aprende o tamanho de sua própria ignorância acerca do que esteja acontecendo na vida — de mundos micro-bióticos invasivos e letais, até acidentes fatais que não vemos em razão de termos sido poupados até de enxergá-los —, então, daí em diante, o que não lhe faltará jamais será gratidão no coração, posto que tal consciência saiba que para cada razão consciente de gratidão, há milhares de livramentos invisíveis, que desconhecemos, mas que podemos ter certeza de terem acontecido; pois o mundo que não vejo, para o bem e para o mal, é infinitamente maior do que o mundo que vejo e percebo como real.
É a mesma coisa com o pecado oculto e que coabita com minha ignorância.
Sim, para cada pecado consciente que cometo ou me dou conta de ter cometido, há os milhares de pecados que nem vejo, nem percebo ou nem mesmo discirno... — tamanha é minha ignorância até mesmo acerca do meu pecado e da extensão dele.
Do mesmo modo e talvez em extensão bem maior, é o que acontece em relação ao livramento de Deus, que não somente é maior do que o meu pecado, mas, sobretudo, é infinitamente maior do que a minha percepção da própria Graça que eu recebo sempre.   
Portanto, a expressão “andar de joelhos” não é um exagero, pois, se meus olhos se abrissem, e eu visse a grandeza do que me salva e me poupa todos os dias, seria assim que minha alma me impeliria a andar sobre o chão da terra: de joelhos...

Por isto quem reclama e murmura peca de modo abominável!...


Sim, pois não vê tudo o de que já foi livre e está sendo livre; e, muitas vezes, ignora coisas das quais se está sendo livre até mesmo por meio daquilo que na hora se veja como algo não grato e não agradável.
É por causa de tantos livramentos invisíveis e de tantos livramentos visíveis... que todo aquele que se torna ingrato e murmurador pratica algo mais abominável do que feitiçaria e bruxaria.
Portanto, pare de reclamar... Pare de se auto-vitimar... Pare de murmurar... Pare de apenas achar que a bondade de Deus é o que nos seja visível e gostoso...
Sim, pois toda ingratidão murmuradora se torna como uma grande magia negra para a alma daquele que a pratica.
Sem gratidão pelo que se vê e pelo que se não vê... não existe a menor chance de que alguém prove a alegria do amor de Deus em todas as coisas.
Ora, tudo o que digo aqui é verdade absoluta!
Sim, não está aberto a discussões...
A menos que alguém deseje jogar-se contra a Rocha dos Séculos a fim de ficar todo esbagaçado pela realidade da existência.
É assim que é, e ninguém o fará ser diferente!

Nele, de Quem me vem tal certeza,

Caio Fábio.

Humilhai-vos !

"Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

Quando José recebeu o sonho enviado por Deus de ser exaltado, de ver sua familia prostrada aos seus pés, ele tomou para si isto como sua identidade.
Nao é surpresa saber que durante muito tempo ele se gabou de tal revelação, e possivelmente até humilhou com suas palavras de soberba.
A palavra de Deus diz que o conhecimento nos enche de orgulho(1Cor.8:1-3), e foi o que aconteceu com José.
Além de seu pai ama-lo mais do que aos outros, seu coração ficou orgulhoso e provocou a ira de seus irmãos.
Rapidamente acharam um jeito de se livrar dele, tamanha a ira que pensaram até em mata-lo, mas resolveram vende-lo como um escravo.
Até entao, José era um jovem rico, descendente de Jacó e cercados de mimos pelo seu pai, ele nao esperava ser escravo dos egípcios, nem tampouco ser prisioneiro no Egito, mas Deus só estava começando Seu tratamento precioso!
Deus diminuiu a condição do herdeiro da promessa a escravo de Potifar, um general egipcio de Faraó, isso tudo pra ensinar a José que antes dele ser exaltado, ele precisava se humilhar.
Muitos desejam ouvir e ver a face de Deus, desejam alcançar bençãos, mas estão com o coração cheio de orgulhos e mascaras, só os humildes verão a face de Deus.
E reconhecer que Deus é tudo o que voce precisa e que Dele vem tudo, é um bom começo!
Mais tarde, os egípcios esqueceram quem era José, assim como o povo de Israel esqueceu seu grande ensinamento,  se rebelaram contra Deus e adoraram outros deuses, fazendo de um bezerro de ouro seu rei.
José era bom em tudo o que fazia, Deus estava com ele, talvez psicologicamente se sentisse humilhado, pequeno diante daqueles grandes homens, e assim tambem acontece conosco quando enxergamos a face de Deus, nos sentimos pequenos diante de tanta grandeza e majestade, dobramos nossos joelhos e adoramos ao Rei dos reis.

Nesse instante nao há outra condição, só nos colocamos como servos Seus.

E José tambem tomou para si essa identidade, a de servo!

José foi jogado num poço, vendido como um escravo, injustiçado e esquecido pelos seus proximos, mas o Deus de Jacó estava com Ele, e no tempo certo o exaltou, o levou a ser o segundo em comando de todo o Egito. Enfim, seu sonho seu cumprira.

Deus é contra os orgulhosos, mas é bondoso com os humildes.
Portanto, Obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vós. Cheguem perto de Deus, ele chegará perto de vocês. Lavem as mãos, pecadores! Limpem o coração, hipócritas! Fiquem tristes, gritem e chorem. Mudem as suas risadas em choro e a sua alegria em tristeza.
Humilhem-se na presença de Deus, e Ele vos exaltará! (Tg. 4:6-10)

Que Deus o abençoe!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"... como a ti mesmo." (Mt. 22:39)



Ao lermos a bíblia, nos deparamos, muitas vezes, jogando pedras no povo de Israel.
Os julgamos de grande forma, pensamos: Como puderam O desobedecer, como podem serem tão desconfiados após receber as promessas do Deus Vivo?! Como puderam fazer ídolos para si? Como puderam matar o nosso rei Jesus Cristo?!

Para descobrir essas respostas precisamos olhar primeiro para nós, precisamos observar como agimos, o porquê sentimos ou porque fazemos isso ou aquilo.
È cruzando todas essas informações que conseqüentemente descobriremos que nós somos esse povo!
Porque muitas vezes fomos nós mesmos que agimos assim, fui eu que desobedeci a Deus, eu desconfiei da palavra de DEle, fui eu que adorei algo ou alguém, e com certeza, fui eu que não ouvi os ensinamentos de Cristo e preferi a morte Dele na minha vida, só para que meus pecados não fossem denunciados, só para que pudesse viver a minha vida de forma confortável, sem carregar a cruz, sem morrer para mim mesmo.

Mas hoje posso entender tais atitudes, atitudes erradas sim, mas atitudes compreensíveis, porque já passei por isso, sei como é sentir a tristeza do pecado.
A tristeza deixa o rosto abatido, mas faz o coração se tornar compreensivo (Ec. 7:3),
 e hoje quando ouço historias de pessoas que agiram assim, posso entendê-las da melhor forma e as trato como a mim mesmo, afinal é isso que Jesus quis dizer com o amor.

Apesar de sabermos que somos o povo de Deus, e que portanto somos o povo da aliança, aliança qual, carregada de promessas maravilhosas, temos que saber também que não somos nós melhores que ninguém, que nenhum ímpio.Não no sentido de sermos blindados a acidentes ou a morte, não ao ponto de acharmos que não temos a mesma natureza pecaminosa que o ímpio, e que nunca agiríamos maldosamente, visto que agimos assim todos os dias, se não fosse, não precisaríamos pedir perdão a Deus por nossos pecados.
E portanto pomos a nossa alegria em Jesus, porque apesar de nossas falhas com Ele, mesmo assim, Ele morreu para nos salvar! A Sua misericórdia nos alcançou!
E ao falar disso, me sinto envergonhado, dá uma vontade de me entregar e fazer tudo que eu deveria ter feito quando Ele andou sobre o chão dessa terra...
A minha sorte é que Jesus viveu como um homem normal e compreendeu o porquê que a humanidade agia dessa forma.Sim, a tristeza também tornou o lindo rosto de Jesus parecer abatido, mas também fez que o coração Dele se tornasse ainda mais compreensivo.
E assim Ele nos amou de tal forma que se entregou para a morte, para que hoje eu possa morrer e junto com Ele ressuscitar para a nova vida, assim como Ele fez após 3 dias na terra.

Jesus entende o que nós passamos e deseja que nós também entendamos os problemas dos outros, Ele tinha o direito de nos julgar severamente, mas preferiu dizer assim: “Filhinhos tenham paz! Nesse mundo vocês passarão por problemas, mas tenham bom ânimo, Eu venci o mundo! (João 16:33)



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que é a Fé e como vivem suas testemunhas ?


 A fé é a firme fundação das coisas que nós esperamos, e carrega em-si-mesma a prova das coisas que não se vêem... pois nela tais coisas preexistem a si mesmas como coisas.

Foi por meio da fé que os homens da antiguidade alcançaram bom testemunho para si mesmos diante de Deus.

Tudo aquilo de que nós nos apropriamos sem o auxílio dos sentidos é fé.

Por isso é que entendemos que todos os mundos foram criados pela Palavra de Deus, de modo que aquilo que chamamos de visível foi feito daquilo que não está disponível aos sentidos.

É a fé que estabelece a verdade das coisas diante de Deus.

Sabemos isso desde o princípio, pois foi pela fé que Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim. E foi também por meio da fé que Abel alcançou o testemunho de que era justo, pois a fé dava verdadeiro significado às suas oferendas.

Enfim, sem fé é impossível agradar a Deus. Deus tem que ser visto como Aquele que existe, e que é galardoador dos que o buscam. E isso só acontece se houver fé. Pois sem fé, quem esperaria galardão do que não existe? Ou ser premiado por alguém a quem não se vê?

Os maiores marcos da História Universal aconteceram por meio da fé. O mundo da antiguidade foi afogado nas águas do Dilúvio. Começou um novo mundo. Mas quem passou do antigo mundo para o novo o fez por meio da fé.

Assim foi que pela fé, Noé, divinamente avisado pela voz de Deus acerca das coisas que ainda não se viam como fato ou sequer como possibilidade, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família. A fé que salvou a Noé foi a mesma que condenou o mundo antigo. Desse modo, o homem que passou de uma era para a outra e tornou-se herdeiro da justiça que preservou a humanidade obteve o seu próprio futuro e também o nosso, por meio da fé.

A fé se fez história. Foi por meio da fé que onde não havia nenhuma história para a percepção dos homens, Deus estava fazendo a História, a qual a história humana não reconhecia enquanto ela acontecia.

A História de Deus com os homens acontece primeiro no coração, onde é a residência da fé.

Foi pela fé que Abraão, um total desconhecido, sendo chamado por Deus, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança, e partiu sem saber para onde ia. Ninguém sabia dele senão somente Deus! Pela fé Abraão peregrinou pelo chão da terra como quem anda sobre a promessa; vivia como em terra alheia no chão que, pela fé, ele sabia que já era seu, sendo, ironicamente o dono daquilo que ainda não podia possuir; habitando em tendas com Isaque e Jacó, seus descendentes, e herdeiros com ele da mesma promessa... De fato, Abraão esperava a cidade que tem Fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é o próprio Deus.

Foi também pela fé que a própria Sara, sua mulher, recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo que totalmente fora da idade. Isso porque ela creu que Aquele que lhe havia feito a promessa de gerar um filho era Deus fiel para cumprir o prometido.

A fé é pura ironia... Afinal, é de Abraão, um velho amortecido em sua potência masculina, que descenderam tantos filhos, em multidão como as estrelas do céu e como a areia inumerável que está na praia do mar!

A fé é a esperança que ousa declarar-se e viver com as conseqüências da confissão! Ela se contenta na certeza de que aquilo que ainda não se materializou ou se realizou, todavia, já é. Desse modo é que todos acerca dos quais falamos morreram na fé, sem terem, entretanto, alcançado a materialização histórica das promessas a eles feita por Deus. Eles, todavia, viram a realização das promessas com os olhos da fé, tendo acenado para elas mesmo que de longe, pois sabiam que nenhuma promessa se totaliza na Terra.

Eles, pois, viam-se e confessavam-se estrangeiros e peregrinos na Terra. Daí o tratarem a imaterialização plena do prometido, com tanta paz e serenidade: eles aguardavam a materialização de tudo nos ambientes onde a matéria é feita daquilo que não se corrompe. Isso porque quem age como um peregrino — um hebreu — demonstra estar buscando uma outra pátria. E esse tal só não anda direto para a sua pátria final por não se lembrar daquilo que já sabe. Pois se na verdade se lembrasse daquela pátria de onde saiu, voltaria para ela imediatamente.

Esta é a estranheza... Os homens mais cheios de fé e os mais esperançosos que já viveram na Terra não tinham aqui o fundamento de suas esperanças finais. Ao contrário, eles sempre desejaram uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Essa é a razão de Deus também não se envergonhar deles — e a prova disso está no fato de Ele se deixar chamar de Deus por eles e para eles. E ainda mais: o próprio Deus já lhes preparou uma cidade, visto que eles confiaram a Deus a construção de sua pousada eterna.

A fé é incompreensível... De que outro modo poderíamos olhar o drama paterno de Abraão sem nos escandalizarmos? Foi exclusivamente pela fé que Abraão, sendo provado por Deus, num convite à loucura e à violação de todos os seus instintos, ainda assim ofereceu Isaque, seu filho, ao próprio Deus! Sim! Ia mesmo oferecendo o seu único filho, aquele filho que era o objeto das promessas, e acerca de quem se havia dito: "Em Isaque será chamada a tua descendência..." Sim! Julgando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar, levou-o para ser sacrificado.

Deus não o permitiu. Mas viu que no coração de Abraão, Isaque havia sido oferecido, e, portanto, era como se tivesse sido imolado e morrido. Daí foi que também, ainda que figuradamente, Abraão recobrou seu filho de dentro da própria morte, como na ressurreição dos mortos. A fé carrega em si a semente da ressurreição!

Pela fé Isaque abençoou seus filhos Jacó e a Esaú no tocante às coisas futuras, que se tornaram tão reais e efetivas que ainda hoje fazem parte de nosso presente.

A fé fala do futuro. Foi por essa razão de fé que Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou a Deus, inclinado sobre a extremidade do seu cajado. Ele andara pela fé; o cajado apenas se sustentara em razão da fé que levou Jacó a adorar a Deus pelo passado, pelo presente e pelo futuro.

A fé se projeta de tal modo como certeza e confiança para o futuro que, pela fé, José, bisneto de Abraão, estando próximo da morte, afirmou que os filhos de Israel sairiam do Egito num Êxodo. E em razão disto é que deu ordem acerca de seus próprios ossos, afirmando que desejava que fossem levados de volta para a terra da promessa.

A fé invade o ser humano de tal modo que ele fica possuído com a certeza do conhecimento dAquele fez as promessas. Daí ser também sempre acompanhada por maravilhas.

E não somente isso; a fé se mostra também como inexplicável desígnio. A vida de Moisés nos mostra isto. Ele era menino numa terra e numa hora em que todos os meninos de seu povo eram mortos ao nascer. Mas foi pela fé que os seus pais, logo após o seu nascimento, ao verem-no, decidiram escondê-lo. Ele mamou e viveu escondido por seus pais durante três meses, porque viram que ele era um menino formoso. A fé também se serve da formosura. Por isso, tomados de fé, os pais de Moisés não temeram e desobedeceram ao decreto do rei.

A fé tira o medo, pois foi pela fé que Moisés deixou o Egito, não temendo a ira do rei. Ele não temeu porque a fé o fez ver firmemente Aquele que é Invisível.

A fé promove confiança no amor de Deus. Foi por essa razão que pela fé Moisés celebrou a páscoa e a aspersão do sangue sobre as casas dos hebreus, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse, enquanto morriam todos os demais primogênitos na terra do Egito.

A fé vê caminhos onde não há caminhos. Por isso é que os israelitas atravessaram o Mar Vermelho como quem caminha por terra seca. Mas os egípcios tentaram imitá-los fazendo o mesmo caminho e foram afogados.

A fé não se preocupa com fraqueza, mas com certeza. Ou não lembram que foi pela fé que caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias? Ou também não foi a fé que fez Raabe, a meretriz, decidir acolher em paz aos espias de Israel e se associar a eles, tendo sido desobediente e traidora aos olhos dos seus, mas justificada em fé junto com o povo de Deus?

E que mais direi? Me faltará o tempo se eu for contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas... Todos eles, por meio da fé, venceram reinos, praticaram o que sabiam ser a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros!

Houve mulheres que pela fé receberam de volta à vida, como Graça da Ressurreição, os seus queridos que estavam mortos!

A fé também não conhece adversativas e nem adversidades que sejam maiores do que ela. Por essa razão, enquanto uns venciam diante de Deus e dos homens, outros venciam em profunda solidão, sendo vistos em sua justiça e verdade somente pelos olhos de Deus.

Assim, uns foram torturados, não aceitando negociar seu próprio livramento violando qualquer condição de consciência, porque criam que haveriam de alcançar uma melhor ressurreição. Houve outros que experimentaram escárnios e açoites. E houve muitos que conheceram o interior frio e abandonado de cadeias e prisões!

E que dizer dos que foram apedrejados? E o que falar dos que foram terrivelmente tentados? Ou deveríamos mencionar os que foram serrados ao meio? Ou, quem sabe, os que morreram ao fio da espada? Ou deveríamos mencionar os que andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados? Saiba-se isto: eles eram os homens dos quais o mundo não era digno! Lá iam eles, andando em fé, errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra! E o mundo não os via...

A fé, entretanto, não se basta a si mesma. Ela encontra sua abastança absoluta não em si mesma, mas fora de si mesma. Ela realiza o impossível, só não realiza o impossível de se satisfazer em si mesma. Por isso é que todos acerca dos quais falamos, embora tendo recebido bom testemunho pela fé que tiveram, contudo não alcançaram a materialização da promessa em sua época. E a razão é que Deus preparara algo muito melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

A fé irmana a todos os seus filhos e os faz verem-se como irmãos, andando no mesmo caminho, vivendo vidas diferentes e em tempos diversos, mas os faz verem-se, acima de tudo, como sendo todos beneficiários do mesmo Deus e da mesma Graça; uns de um modo, outros de outro; uns sendo vistos, outros nem sendo percebidos; alguns recebendo galardão celeste enquanto conseguem vitórias entre os homens; outros, todavia, andando em profunda solidão, sem serem vistos por ninguém, mas sem desviarem-se do caminho, pois sabem que andam pela fé, e que nisto está sua justiça.

Assim diz o Senhor: O meu justo viverá pela fé, e se retroceder, nele não está o meu coração! Todavia, e que acerca dos que crêem Ele diz é: Vão indo de fé em fé, cada um deles aparece diante de mim e verão a minha face!

E assim, todos nós, com o rosto descoberto, seguimos caminhando em fé, vendo a Glória de Cristo — ainda que em meros reflexos —, e somos a cada dia transformados em Sua própria semelhança, sendo essa a incessante obra do Espírito Santo em nós!

Baseado em Hebreus 11

Paráfrase de Caio Fábio.

2003